No quadro das suas actividades, a Associação profissional de bancos e estabelecimentos financeiros da Guiné-Bissau- APBEF, tem promovido sessões de intercâmbio de experiências entre os colaboradores bancários.
A troca de experiências tem decorrido não apenas entre os quadros com uma certa experiência em diferentes áreas como entre estes e os mais jovens com menos anos de exercício no banco.
A 17 de Outubro de 2025, coube à senhora Laurence MAMBO, responsável dos recursos humanos do Banque Atlantique, instituição que opera no país há mais de 9 anos, animar uma dessas sessões, em que abordou um tema ligado à gestão de carreiras no sector bancário: como funciona e quais são os obstáculos.
A sessão foi bastante animada e contou com a participação de elementos dos seis bancos comerciais existentes actualmente na Guiné-Bissau.
A gestão de carreiras no setor bancário assume um papel estratégico fundamental, dada a natureza altamente competitiva e dinâmica deste segmento. As instituições financeiras dependem fortemente do conhecimento técnico, da ética profissional e da capacidade de adaptação dos seus colaboradores para manter padrões elevados de qualidade, segurança e inovação nos serviços prestados.
Os bancos, tradicionalmente reconhecidos pela sua estrutura hierárquica e rigor organizacional, têm vindo a modernizar a sua abordagem à gestão de carreiras. Atualmente, privilegia-se um modelo mais flexível, que valoriza tanto as habilidades técnicas quanto as competências comportamentais, como liderança, comunicação e orientação para o cliente. Essa mudança reflete a necessidade de responder rapidamente às transformações tecnológicas e às novas exigências do mercado financeiro digital.
Todavia, existem desafios ligados estritamente ao contexto da Guiné-Bissau.
Esses obstáculos vão desde a falta de perfis adequados, a volatilidade dos recursos, a fuga de competências/imigração e o peso das leis ou costumes sociais.




